
Este é o ano para comprar sua casa
Para quem pretende se livrar do aluguel no ano que vem, o mercado imobiliário promete colaborar. Isso porque já foram anunciados diversos incentivos à baixa renda, como subsídio de um terço do valor do imóvel, e para a classe média as construtoras já ajudam, com prestações cada vez mais baixas durante o período das obras. Hoje, é possível comprar um imóvel de R$ 200 mil, pagando, em média, R$ 400 de prestação durante 24 meses, com isenção de entrada e amortizações semestrais ou anuais. Os bancos também já deram sua parcela de contribuição para impulsionar o crédito imobiliário. Baixaram taxas de juros, criaram prestações pré-fixadas e aumentaram o prazo de financiamento. Tal pacote pode ser um pontapé inicial para quem quer comprar imóvel. Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), divulgados este mês, revelam que o crédito imobiliário este ano superou em 100% o montante liberado no mesmo período do ano passado. O aumento foi maior em relação ao número de unidades financiadas, o que pode significar que as unidades estão com preços menores. Este ano, foram 115 mil até novembro. - Para o ano que vem nossa meta é atingir R$ 10,5 bilhões em empréstimo, ou seja, R$ 1,5 bilhão a mais que em 2006 - observa o diretor técnico da Abecip, José Pereira. Atualmente, os juros praticados pelo mercado imobiliário oscilam entre 8% e 12%. O melhor é optar por linhas pré-fixadas, sem correção da Taxa Referencial (TR), que, embora esteja sob controle - hoje não passa de 2,8% - ela pode subir de acordo com a elevação da poupança. Como a casa própria não é um automóvel, por exemplo, que a pessoa troca com mais facilidade e gasta menos para isso, o ideal é estar atento a certos detalhes. Para isso, a Associação Brasileira de Moradores e Mutuários (ABMM) tem uma série de dicas importantes. A primeira recomendação é pegar emprestado com o banco o menor valor possível. Para isso, é bom usar todo o dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Quem já tem um imóvel, o ideal é vender e dar como entrada. "Quanto menor o valor financiado, melhores condições o mutuário pode ter" destaca o informe da ABMM. Apesar de hoje os prazos chegarem a 25 anos, os especialistas aconselham que o imóvel seja parcelado em um prazo que o mutuário possa pagar com tranquilidade. Sem aperto financeiro, ou uma prestação muito baixa. Isso porque a economia não é algo previsível. Se a prestação couber no bolso, opte por menos tempo. Fonte: Jornal do Brasil